16 novembro 2006
Representação Tabular de Dados
12 novembro 2006
Mudanças são necessárias
Bom correndo contra ao tempo, pois tive alguns problemas, tanto pessoais como com o uso da tecnologia quando postava meu texto, dando minha opinião com relação aos textos:
- Conteúdos para que? Por que?;
- Projeto? como é? como se faz?;
- Perguntas inteligentes: O que é isto?:
- Qual é a questão?
Começamos a perceber que a sociedade hoje vive momentos de intensas transformações decorrentes da necessidade de se compatibilizar, adequar ou mesmo mudar valores de uma ordem mundial em transição, por novos valores da chamada "Era do Saber, da Informação e da Automação".
Memorização e transmissão são componentes do modelo tradicional de educação que prevalece ainda hoje nas escolas mundo afora, não só no Brasil. Há cinco mil anos a escola está baseada no falar-ditar do mestre e na repetição do que foi dito por ele. Mas entendo que ensinar não é transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou construção. O modelo tradicional de educação tem sido substituido pelo conceito de interatividade como princípio comunicacional de uma nova sala de aula. Interatividade não é apenas um novo modismo.
A Interatividade significa a comunicação que se faz entre emissão e recepção entendida como co-criação. Isto tem me motivada a estudar e pesquisar nesta área e buscar através deste curso a mudança de minha pedagógica. Através deste texto percebo claramente que professor é aquele que cuida da aprendizagem suscitando a expressão e a confrontação dos estudantes a respeito de conteúdos de aprendizagem. Que esta mudança exigirá um tratamento adequado da comunicação de modo que se permita efetivar as interações e a aprendizagem em lugar da transmissão e da memorização. Falo de uma atitude comunicacional que não apenas atente para as interações, mas que também as promova de modo criativo. Essa atitude supõe técnicas específicas, mas antes de tudo requer a percepção crítica de uma mudança paradigmática.
Se repararmos que o estudante aprendeu com o controle remoto da tv, com o videogame e agora aprende como o mouse, e que esse trajeto resulta em migração da recepção passiva para uma nova recepção que evita acompanhar argumentos lineares que não permitem a interferência e modificação. Trata-se então de emergência de uma atitude menos passiva diante da mensagem que vem exigir uma nova sala de aula capaz de educar em nosso tempo onde transmissão e "decoreba" estão fora de lugar. O professor precisa se dar conta de que o modelo da transmissão perde terreno quando emerge a valorização das interações e da interatividade. Ele pode verificar essa transição observando, por exemplo, a televisão. Hoje essa campeã das mídias de massa incomoda-se com a lógica da distribuição em massa e procura modificar seus programas incluindo estratégias que permitam reciprocidade com o público. O professor também pode incomodar-se construir novas estratégias para promover mais e melhores interações. Tanto a escola tradicional quanto a mídia clássica (rádio, cinema, impressos e tv) se sustentam no mesmo paradigma da transmissão. Assim, se em televisão pode-se romper com a mera transmissão, em educação o professor também pode modificar a ambiência comunicacional e de aprendizagem de sua sala de aula aprendendo inclusive com os programadores de tv mais ousados. E se ele pode aprender algo com programadores de tv, poderá aprender ainda mais com os programadores de computador.
No computador as janelas múltiplas, móveis, em rede, permitem ao usuário adentramento não seqüencial e manipulação fáceis. O informata trabalha em sintonia com a arquitetura hipertextual do computador que permite ao usuário fazer links ou transitar aleatoriamente por fotos, sons, filmes, textos, gráficos, etc., e ainda interferir em conteúdos. Assim ele vai além da lógica unívoca da mídia de massa democratizando a relação do usuário com a informação e gerando um ambiente conversacional que não se limita à lógica da distribuição. Diante do computador o usuário ultrapassa da condição de espectador passivo para a condição de sujeito operativo, participativo, criativo. O professor pode encontrar inspiração nesse procedimento comunicacional e assim reinventar sua autoria em sala de aula.
O professor propõe o conhecimento. Não o transmite. Não o oferece à distância para a recepção audiovisual ou "bancária" (sedentária, passiva). Cada aluno é considerado sujeito participativo que se inscreve nos estados potenciais do conhecimento arquitetados pelo professor. Assim, não está mais reduzido a olhar, ouvir, copiar e prestar contas. Ele cria, modifica, constrói, aumenta e, assim torna-se criador e co-autor da aprendizagem. E quando ao professor, em sala de aula ele é mais que instrutor, treinador, guia ou facilitador. Ele é formulador de problemas, provocador de situações, arquiteto de percursos, mobilizador das inteligências múltiplas e coletivas na experiência do conhecimento.
Pensar em qualidade do ensino é pensar num questionamento constante sobre o papel da escola. É uma reflexão política no sentido de criar possibilidades de organização e mobilização. Mas na atual conjuntura, onde as escolas públicas, a comunidade se sente cada vez mais abandonada, a possibilidade de retomar a responsabilidade social dessas entidades, se torna cada vez mais difícil. Mas não impossível. Ficar alheio a essa discussão significa aceitar o modelo de ensino aceitar a exclusão da democracia e do exercício da cidadania no nosso dia a dia.
Para tanto, este professor precisa estar preparado para recriar sua prática, articulando diferentes interesses e necessidades dos alunos, o contexto, a realidade e a sua intencionalidade pedagógica. Como educador, ele deve estar consciente da direção que as atividades educacionais devem assumir e que objetivos devem ser atingidos. Isto significa que a prática do professor deve ser orientada por uma pedagogia relacional e muito mais complexa do que simplesmente dizer que é construtivista ou que é baseada no desenvolvimento de projetos. Na verdade, o mundo está ficando muito mais sofisticado e exigindo soluções educacionais mais profundas do que uma simples troca de terminologia.
Em muitas escolas a reformulação dos currículos tem início, meio e fim. E esse fim parece ser definitivo, impossibilitando mudanças necessárias. O processo de reformas curriculares deve ser um processo contínuo, mas mesmo se for colocado como terminado, a maioria das escolas faz periodicamente uma revisão curricular, que e agora são obrigadas a fazer, baseadas nos Padrões de Qualidade formulados pela Comissão de Especialistas do MEC. É preciso acompanhar isso muito de perto... Sem se esquecer de que nada adianta lutar por um bom currículo se essa luta não for ainda maior por avaliações responsáveis e justas, professores qualificados, infra-estrutura adequada e tudo o que forma a Educação.
Finalizo argumentando, pois, sobre a importância da educação escolar, da transmissão do saber objetivo pelo trabalho educativo na escola, levando o indivíduo à superação dos conceitos cotidianos pelos conceitos científicos, conhecendo de forma mais concreta, pela mediação das abstrações, a realidade da qual faz parte, é mesmo o nosso desejo?
Então, mãos a obra educadores!
PS: Gente, eu andei tentando fazer mudanças em nosso wiki, mas nada, continuo não conseguindo a organizar o SidBar. Em meu blog também tive problemas em postar minha opião dos texto que estavam na biblioteca. Deveria ter salvo no arquivo local e com minha mania de perfeição, querendo fazer tudo bonitinho me perdi nesta de adicionar gifs, perdi todo meu texto que postei na semana passada. Hoje é que tive um tempinho prá refazer refazer o texto e posrtar novamente, pois, viagei no final de semana passada e na escola não tá dando tempo prá nada, pois estamos em fase final de porjetos que estarão participando da Mostra do Conhecimento que acontecerá no dia 25/11/06. Agora mais um entrave, tentei varias vezes postar imagens junto ao que escrevi acima e não consegui. O qeu está acontecendo comigo? alguém pode me dar uma dica de como posso postar as imagens?
17 outubro 2006
3ª SEMANA - ATIVIDADE 2 / PROA01
10 outubro 2006
Parceria no Projeto
09 outubro 2006
2ª SEMANA - ATIVIDADE 1 / PROA01

06 outubro 2006
Desenvolvimento de Projetos em Classes de Ensino Básico
Desenvolvimento de Projetos em Classes de Ensino Básico é o primeiro módulo que teve início no momento que presencial e agora com tarefas a serem desenvolvidas online nessas duas primeiras semanas de trabalho no Seminário PROA 01, a principal atividade será dar início às investigações necessárias para a construção do projeto "Mundo Cão". Clique na imagem para acessar ao PA
Nosso grupo: Deise, Jairo e eu assumimos tarefas específicas para realizarmos na semana de 02 a 15 de outubro de 2006. Deise estará realizando entrevista com pessoa especializada em vida animal. Jairo Deixou sua contribuição no pbwiki do grupo, um instrumento de pesquisa. Eu então selecionei alguns textos, para leitura e posteriorresumo das informações mais importantes encontradas nos mesmos, procurando compreender melhor os questionamentos sugeridos pelo Jairo. Todas estas ações nos auxiliarão nas discussões que realizaremos através do pbwiki no link comentários, a respeito de nossas dúvidas provisórias e posteriomente procurando obter maior número de informãções a fim de elaborarmos um texto de autoria do grupo "COMO SE ESTABELECE A HIERARQUIA ENTRE OS CÃES".
28 setembro 2006
Repensando a Metodologia de Projeto Cooperativo








